quinta-feira, 3 de maio de 2012

Desejo liberdade a todos os colegas!


llOntem, 3 de maio, foi o dia Internacional da Liberdade de Imprensa, dia que serve, na minha opinião, para lembrar apenas o que teoricamente deveria acontecer. Vou explicar melhor. No ‘papel’ qualquer cidadão tem direito assegurado por lei a pensar, falar e divulgar o que quiser, assim como cada pessoa também tem o direito de escolher o que escutar e guardar para si.
Porém na pratica não é bem assim. De acordo com a organização ‘Repórteres sem fronteiras’ (ONG internacional cujo objetivo é defender a liberdade de imprensa no mundo), o Brasil ocupa a apenas a 99ª posição do ranking de liberdade de imprensa em 2012, dentro de uma lista composta por 179 países.
Em 2009, os países onde a imprensa foi mais livre foram a Finlândia, Noruega, Irlanda, Suécia e Dinamarca. O país com o menor grau de liberdade de imprensa foi a Eritreia (No continente Africano), seguido pela Coréia do Norte, Turcomenistão, Irã e Mianmar (Na Birmânia).
A censura no Brasil vem desde o Período Colonial. Nessa época acho que a Igreja foi a principal vilã, já que a fé não poderia ser questionada em momento algum. Foram proibidas de circular, principalmente, obras iluministas (Movimento cultural do século XVIII) ou que criticassem a Igreja Católica e a monarquia absolutista instituída em Portugal.
Porém o período onde o risco a liberdade de imprensa foi mais conhecido eu acredito que tenha sido durante o regime militar. Essa história começa entre 1961 a 1964 quando o então presidente Janio Quadros (“Varre, Varre Vassourinha!”) renunciou ao cargo devido a “Forças terríveis” que se levantaram contra ele. Na época quem assumiu foi o vice-presidente João Belchior Marques Goulart, ou apenas Jango, que estava em missão diplomática na China, e (me corrija se eu estiver errada), ainda ficou no cargo por 3 anos.
Se “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”, (Sem qualquer ofensa pessoal) os ministros militares Odílio Denys (Exército), Gabriel Grün Moss (Aeronáutica) e Sílvio Heck (Marinha) tentaram impedir a posse de Jango, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli foi empossado presidente e após 1964 quem tomou posse foi Marechal Castelo Branco.
O regime militar teve ao todo cinco presidentes e uma junta governativa, estendendo-se do ano de 1964 até 1985, com a eleição do civil Tancredo Neves. Centenas de pessoas foram mortas, torturadas, sequestradas, exiladas, muitas vezes apenas pela leve suspeita de ser contra o Regime. O livro “Dos Filhos Deste Solo”, escrito pelo ex-ministro Nilmário Miranda conta, por exemplo, 424 casos destas pessoas consideradas mortas ou desaparecidas durante este período.
Hoje estamos acostumados com números que barram os milhares, em termos de pessoas que morrem por conta da violência urbana, mas morrer por não poder divulgar as próprias opiniões me parece um motivo bem banal. Um grande abraço a todos os colegas jornalistas que expressam seus pensamentos livremente, através de qualquer meio de comunicação! Tenham todos uma ótima semana!

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