quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dentre as comemorações da semana


llNesta semana, dentre algumas comemorações, no dia 31 de maio há o dia mundial contra o tabaco, criado pela Organização Mundial da Saúde e celebrado pelos 191 países da organização. Sim, já falei sobre os malefícios de se fumar e falarei quantas vezes mais eu tiver a oportunidade, ver meu pai com risco de morte em uma UTI por causa do cigarro, não foi divertido e não é algo que desejo ao meu pior inimigo.

Além disso, não é como se um fumante inveterado fosse ler minhas opiniões sobre cigarro e parar de fumar. Cada um tem sua vida, cada um tem sua consciência e há lições que cada um precisa aprender por si só. Parabenizo aqueles que conseguiram largar o vicio.

Ainda no dia 31 há o dia da Aeromoça. Antigamente ela não era reconhecida, hoje é diferente porque suas funções vão além de servir amendoins a bordo. Para se tornar uma comissária de bordo (termo atual para a profissão), primeiro é preciso fazer um exame no Hospital da Aeronáutica, durante um curso de comissária, passar por treinamentos de sobrevivência na selva, passar por outro exame na escola de aviação e outro da Agencia Nacional de Aviação Civil. 
Fora todos esses exames e todo preparo sobre o funcionamento do avião que a aeromoça recebe no curso ainda é indicado que ela fale pelo menos 3 línguas e conheça diversas regras de etiqueta. Parabéns a todas essas mulheres, e homens que se dedicam a essa bela carreira!
E não posso deixar de mencionar que para os católicos, a última quinta foi dia do Espírito Santo. A data é marcada 50 dias após a Páscoa que segundo consta no Testamento, foi quando o Espírito Santo desceu do céu sob a forma de línguas de fogo.
Dia 2 de junho (A três dias do meu aniversário, ops falei!) no ano de 1953, portanto há 59 anos, Elizabeth Alexandra Mary foi corada rainha da Inglaterra e atualmente é a chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu. Ufa! 

Sei que deixei de mencionar algumas datas (provavelmente mais importantes que estas), mas se Deus me permitir, sempre haverá semana que vem! Tenha uma ótima semana.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os grãos que crescem em nossa terra


llOntem, 24 de maio foi o dia nacional do café! E quem já não tomou uma xícara ou duas no café da manha? Estes grãos durante muito tempo foi o principal produto agrícola do Brasil, e até hoje o país é o maior exportador do mundo de café.
Apesar disso somos o segundo maior consumidor mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos. E se você está nesse momento apreciando essa bebida, aproveite e saiba um pouco sobre sua história. 
O café é originário do continente africano (Entre a Etiópia, Sudão e o Quênia), porém logo se espalhou pelo mundo através do Egito e Europa por meio  de comerciantes. As tribos africanas conheciam o café desde a antiguidade. Costumavam moer os grãos do café após torrá-los e utilizavam a pasta para alimentar animais e aumentar a disposição dos guerreiros. 
A palavra café não vem do nome “Kaffa” (Suposto local de origem da planta), mas sim da palavra árabe “Qahwa” que significa vinho devido a importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.
Existe uma lenda que fala de um pastor chamado Karldi. Ele notou que suas ovelhas ficavam muito agitadas e pulavam por toda parte depois de comer as folhas e frutos do cafeeiro, então resolveu ele mesmo experimentar. Logo realmente sentiu os efeitos da cafeína e tratou de informar um monge da região que começou a utilizar uma infusão dos frutos dessa planta para que pudesse resistir ao sono enquanto orava. 
Mas o café nem sempre foi tão bem-vindo. Muitos árabes consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.
O café foi trazido ao Brasil pelo Sargento-mor Francisco de Melo Palheta no início do século XVIII. Então rapidamente o café espalhou-se pelas terras do Paraná, Minas gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Porém foi em São Paulo (Que era conhecida como “Terra roxa”) onde o café mostrou seu verdadeiro potencial econômico.
Já em meados do século XIX, o estado estava entre os primeiros produtores do país. Os "Barões do café", donos das grandes fazendas de café, além de deterem poderes econômicos, ocupavam cargos importantes na política brasileira.
Atualmente o café já está em 95% dos lares brasileiros. Só em 2011 o consumo de café no Brasil cresceu 3,11% do ano de 2010 para 2011, e chegou a um recorde de 19,72 milhões de sacas, (Informação da Associação Brasileira da Indústria de Café, Abic.).
Porém tudo que é consumido exageradamente não faz bem, o café não é a exceção. Em excesso ele pode prejudicar a absorção de cálcio no organismo (Causando osteoporose), agravar a gastrite e o refluxo estomacal. Pouquíssimas pessoas resistem a um bom café, porém o ideal é evitar passar das 3 ou 4 xícaras por dia! E agora que já sabe um pouco de sua história, que tal tomar um bom cafezinho? Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Parabéns aos profissionais que trabalham com este maravilhoso líquido!


llAntes de mais nada, gostaria de pedir desculpas por não ter mencionado nem sequer uma palavra sobre o dia das mães, semana passada. Sei que toda mulher que batalha por um filho e o ama deve ser lembrada, não somente um dia do ano, mas todos os dias, inclusive a minha mãe! Dona Maria Ilda que com certeza merece todas as homenagens que eu puder fazer a ela!
E voltando ao assunto da coluna nesta semana, dia 18 de maio é dia dos Vidreiros. Profissionais que fabricam vidros ou objetos de vidro, material que já tem sido trabalhado desde 3000 a.C.! Claro que pelos egípcios. 
Não é nem de se admirar, é estimado que a cada 1000 quilos de vidro leva-se 1300 quilos de areia, e lá era um material que não faltava. Porém a descoberta do vidro foi por outra civilização.
Uma lenda conta que alguns fenícios (Antiga Civilização) que voltavam a sua pátria (Hoje seria ao longo das regiões litorâneas do Líbano), pararam as margens de um rio. Eles levavam sacos cheios de Natrão, material feito de carbonato de sódio natural, usado para tingir lã. Durante a noite acenderam o fogo com lenha e usaram alguns pedaços de Natrão mais grossos para fazer uma espécie de fogão para cozer animais caçados.
Comeram e foram dormir deixando o fogo aceso, quando acordaram, no lugar do Natrão havia pedaços brilhantes e transparentes que pareciam pedras preciosas, eles notaram que em volta dos pedaços brilhantes havia um resto de Natrão misturado com areia. Eles refizeram o fogo derretendo novamente areia com o material especial fazendo uma pasta transparente. Com a ajuda de gravetos e pedras moldaram alguns pedaços dessa pasta, vendo secar e assim o vidro estava descoberto.
Claro que isso é apenas uma lenda, já que arqueólogos acreditam que Tebas foi o verdadeiro berço da indústria vidreira egípcia. Uma curiosidade: o vidro deve ser considerado liquido e não sólido. Ele é obtido através do resfriamento instantâneo de líquidos superaquecidos até o ponto de rigidez sem que haja uma cristalização do material, ele não pode ser considerado sólido. Para ser sólido ele teria que apresentar estrutura cristalina definida (sem passar por liquido), o que não é o caso dos vidros. Sendo assim podemos considerar o vidro como sendo um líquido com altíssima viscosidade.
Hoje os melhores e mais caros vidros feitos para lustres clássicos e copos finos vem da Tchecoslováquia, porém se falarmos em vidros para prédios e casas, os melhores produtos são dos Estados Unidos da América.
Portanto parabéns aos profissionais que trabalham com esse material, novamente deixo meus parabéns às mamães, mesmo atrasado (me desculpem!), e a todos uma ótima semana!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um trabalho memorável deve ser reconhecido


llNeste dia 12 de maio, é comemorado o Dia Internacional do Enfermeiro. Profissão exercida tanto por homens e mulheres que ao contrário do que muitos pensam, não somente auxiliam médicos. Para entender melhor, um médico teoricamente é mais responsável pelo diagnóstico e parte da medicação do paciente. Ele identifica a doença e te passa o tratamento, mas quando é hora de aplicá-lo, entra o enfermeiro. 
Hoje essa área de enfermagem (geralmente) é dividida entre: parteiros (Que acompanham a gestante e o neonatal), auxiliares (Que são responsáveis por cuidados elementares ao paciente como banho, por exemplo), técnicos (Que efetivamente coloca em prática o tratamento passado pelo médico ou de outro enfermeiro), e enfermeiros (Que se focam no bem estar não somente físico do paciente, mas também psíquico. É o que mais entende de vacinas e feridas e em muitos hospitais é ele que cuida da organização de centros cirúrgicos).
O dia foi escolhido em homenagem a uma mulher, uma enfermeira memorável que nasceu em Florença no dia 12 de maio de 1820, seu nome é Florence Nightingale. Um de seus apelidos mais carinhosos foi “A dama da lamparina”, pelo fato de que a usava para auxiliar na iluminação ao ajudar os feridos durante a noite.
Entre suas contribuições à enfermagem ela foi pioneira na utilização do Modelo Biométrico (Método usado para diagnosticar doenças), além de também contribuir no campo da Estatística, sendo pioneira na utilização de métodos de representação visual de informações, como por exemplo gráfico setorial (habitualmente conhecido como gráfico do tipo "pizza") criado inicialmente por William Playfair.
Quando ela nasceu, em meio a uma família rica e bem relacionada, era esperado que crescesse, logo se casasse e se tornasse uma senhora submissa da sociedade, por outro lado como hábito da época o papel de enfermeira era exercido por mulheres de classe baixa que ajudavam em hospitais ou acompanhando exércitos, muitas cozinheiras e inclusive prostitutas acabavam  tornando-se enfermeiras, sendo que estas últimas eram obrigadas como castigo.
Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes, especialmente com a morte de um mendigo em 1845 devido a maus tratos por parte dos médicos, então em 1846, ela anunciou sua decisão de se tornar enfermeira, provocando raiva e rompimentos familiares, principalmente com sua mãe.
Sua atitude, ao contrário do esperado, foi apoiada por pessoas influentes da época como o irlandês Charles Villiers, professor em Cambridge, compositor e presidente do “Poor Law Board” (Comitê de Lei para os Pobres). Isto a levou a ter papel ativo na reforma das Leis dos Pobres, estendendo o papel do Estado para muito além do fornecimento de tratamento médico.
Outra de suas contribuições mais marcantes foi em 1854, quando as notícias sobre a Guerra da Criméia (entre 1853 e 1856), começaram chegar a Inglaterra. Em outubro daquele ano, Florence e uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela, inclusive sua tia Mai Smith, partiram para os Campos de Scutari, na atual Turquia.
Em 1856 foi diagnosticada com Febre Tifóide, então em 1857 Florence Nightingale foi obrigada a voltar à Inglaterra, porém como heroína. Mesmo com seus trabalhos físicos limitados ela em 1859 conseguiu fundar a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, com curso de um ano, administrado por médicos com aulas teóricas e práticas.
Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 ela se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito. Com sua persistência, capacidade, dedicação e compaixão essa mulher entrou para a história, estabelecendo caminhos para a enfermagem moderna. Hoje é esperado que os profissionais que seguem essa área demonstrem não menos que as mesmas características de Florence Nightingale, tornando a profissão de Enfermeiro cada vez mais reconhecida e homenageada.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Desejo liberdade a todos os colegas!


llOntem, 3 de maio, foi o dia Internacional da Liberdade de Imprensa, dia que serve, na minha opinião, para lembrar apenas o que teoricamente deveria acontecer. Vou explicar melhor. No ‘papel’ qualquer cidadão tem direito assegurado por lei a pensar, falar e divulgar o que quiser, assim como cada pessoa também tem o direito de escolher o que escutar e guardar para si.
Porém na pratica não é bem assim. De acordo com a organização ‘Repórteres sem fronteiras’ (ONG internacional cujo objetivo é defender a liberdade de imprensa no mundo), o Brasil ocupa a apenas a 99ª posição do ranking de liberdade de imprensa em 2012, dentro de uma lista composta por 179 países.
Em 2009, os países onde a imprensa foi mais livre foram a Finlândia, Noruega, Irlanda, Suécia e Dinamarca. O país com o menor grau de liberdade de imprensa foi a Eritreia (No continente Africano), seguido pela Coréia do Norte, Turcomenistão, Irã e Mianmar (Na Birmânia).
A censura no Brasil vem desde o Período Colonial. Nessa época acho que a Igreja foi a principal vilã, já que a fé não poderia ser questionada em momento algum. Foram proibidas de circular, principalmente, obras iluministas (Movimento cultural do século XVIII) ou que criticassem a Igreja Católica e a monarquia absolutista instituída em Portugal.
Porém o período onde o risco a liberdade de imprensa foi mais conhecido eu acredito que tenha sido durante o regime militar. Essa história começa entre 1961 a 1964 quando o então presidente Janio Quadros (“Varre, Varre Vassourinha!”) renunciou ao cargo devido a “Forças terríveis” que se levantaram contra ele. Na época quem assumiu foi o vice-presidente João Belchior Marques Goulart, ou apenas Jango, que estava em missão diplomática na China, e (me corrija se eu estiver errada), ainda ficou no cargo por 3 anos.
Se “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”, (Sem qualquer ofensa pessoal) os ministros militares Odílio Denys (Exército), Gabriel Grün Moss (Aeronáutica) e Sílvio Heck (Marinha) tentaram impedir a posse de Jango, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli foi empossado presidente e após 1964 quem tomou posse foi Marechal Castelo Branco.
O regime militar teve ao todo cinco presidentes e uma junta governativa, estendendo-se do ano de 1964 até 1985, com a eleição do civil Tancredo Neves. Centenas de pessoas foram mortas, torturadas, sequestradas, exiladas, muitas vezes apenas pela leve suspeita de ser contra o Regime. O livro “Dos Filhos Deste Solo”, escrito pelo ex-ministro Nilmário Miranda conta, por exemplo, 424 casos destas pessoas consideradas mortas ou desaparecidas durante este período.
Hoje estamos acostumados com números que barram os milhares, em termos de pessoas que morrem por conta da violência urbana, mas morrer por não poder divulgar as próprias opiniões me parece um motivo bem banal. Um grande abraço a todos os colegas jornalistas que expressam seus pensamentos livremente, através de qualquer meio de comunicação! Tenham todos uma ótima semana!