sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vá como quiser, mas vá com cuidado

llDia 22 foi dia Mundial Sem Carro. A data foi celebrada pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997 e no Brasil em 2001, envolvendo 11 cidades. Antes que me perguntem eu não fui ao trabalho de bicicleta nem vou ser hipócrita a ponto de pedir a qualquer um que o faça. Sim poderá contribuir ao meio ambiente, sim poderá contribuir também com o trânsito atual da cidade, mas curiosamente poderá até ser perigoso.

Para começar, falando em acidentes de trânsito no geral, segundo dados fornecidos pelo DETRAN, mais de 30 mil pessoas morrem no trânsito todos os anos no país, isso seria mais de 80 pessoas por dia, ou 1 a cada 18 minutos.

E um dos fatos mais curiosos é que a maioria das colisões ocorre em velocidade entre 40 e 50 km/h, portanto, apenas manter-se em velocidade relativamente baixa não descarta a possibilidade de que aconteça qualquer acidente.

De bicicleta o quadro não muda tanto, de fato a “magrela” é o terceiro meio de transporte que mais se envolve em acidentes, perdendo para acidentes entre carros apenas em primeiro lugar e com motos em segundo lugar. O pior é que dos acidentes com bicicletas, mais de 50% são de responsabilidade do próprio ciclista e 95% dos acidentes acontecem em cruzamentos.

E se você resolver ir a pé então? Aiaiai. Por ano mais de 11 mil pessoas são atropeladas! Eu li uma noticia esses dias, que um carioca que andava na faixa se descuidou por um minuto para atender o telefone e um ônibus o atropelou. Ele sobreviveu por milagre! 

Pesquisas mostram que, entre o toque de chamada e o atendimento, a pessoa leva, em média, oito décimos de segundo, tempo suficiente para dois ou três passos em falso, tempo suficiente para ser levado por um veículo. 

Parece dramático sim, verdade, mas acontece todos os dias e o jeito é manter um olho em tudo quando sair, seja de carro, motocicleta, bicicleta, a pé e etc ,e tomar cuidado. Para aqueles que não querem ir a pé ou de bicicleta há a opção de apenas dar uma carona para um vizinho que esteja indo para o mesmo caminho que você. Parabenizo aqueles que conseguiram fazer sua parte ontem, o planeta merece uma força e qualquer pessoa faz a diferença. Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mais de mil palavras

“O número mil é um número inteiro, precedido pelo 999 e sucedido pelo 1001. Formado por 1000 unidades ou 100 dezenas ou  10 centenas”, não, eu não preciso explicar o que é o número mil (embora tenha acabado de fazê-lo), embora pudesse sim comentar mil vezes onde ele aparece historicamente e mais mil vezes quando já foi mencionado em situações.
A Europa, por exemplo, viveu maus bocados na virada do século IX. Os homens viviam até aproximadamente 30 anos, e as mulheres, coitadas que morriam quase sempre no parto. Historiadores calculam que de cada 100 crianças nascidas vivas, 45 morriam na infância! É, bem-vindos a baixa Idade Média (do século XI ao século XV) ou idade Medieval.
Nesse período a Igreja era a lei, porque caso você matasse uma mulher grávida você deveria pagar 600 soldos(moeda romana de ouro), mas que Deus nos acuda se um padre lhe apontasse o dedo e lhe falasse coisas ruins.
E por falar em igreja, se a história do homem abusa do número mil, com todo o respeito, a religião deita e rola nele! A bíblia foi escrita no período de 1200 anos, entre 110 a.C. e 1000 d.C.. Só a parte do Apocalipse menciona 6 vezes os mil anos e se você acha isso pouco veja algumas destas 6 vezes:
“20:2 – Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.” “20:3 – E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco tempo”. “20:5 – Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição”.
No Brasil, no ano mil, antes de sermos “descobertos”, cerâmicas já eram produzidas nas regiões de Manaus e Santarém. É estimado que na época havia, só na região do rio Amazonas, mais de 5 milhões de pessoas que desapareceram, a maior parte dessas pessoas faleceu durante o processo de colonização, 500 anos depois.
Mil reais (quem dera!), mil horas, mil desculpas, mil mulheres e mais mil homens, mil gols de jogadores famosos, mil jogos de celular gratuitos para se baixar na internet, mil edições... milhões de motivos especiais para se comemorar, ou “a thousand special reasons to celebrate” em inglês ou em outras mil línguas no planeta (6 mil pra ser mais precisa). E pós mil palavras eu me despeço, desejando uma ótima semana!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dentre miados, balidos, e latidos: uma mão amiga

Antes de comentar o tema desta semana, devo mencionar que quem perdeu os desfiles no dia 7 de setembro, realmente deu bobeira. Fui a um desfile realizado em Osasco e foi de fato muito bonito e devidamente patriótico como tinha que ser, portanto só digo, melhor sorte ano que vem!
Se bem que foi por acaso que pude ver o desfile. A minha cadela esta semana não estava bem, estava muito quieta o que não é normal já que normalmente é um filhote extremamente agitado, então, preocupada a levei ao veterinário.
Lá ela foi muito bem tratada, não era nada sério, graças a Deus. Ela foi devidamente medicada e voltando para casa pude ainda parar um pouco para poder ver parte do desfile. Mas falando sobre veterinário, por coincidência, o ocorrido me levou ao tema desta semana. Dia 9 de setembro, é Dia do Médico Veterinário.
Para começar, o símbolo da medicina veterinária é um hexágono cujo o meio é preenchido por uma letra V (que tem a função de identificar a medicina veterinária, a diferenciando de outras profissões) e uma cobra (representando a vigilância, a vitalidade e preservação da saúde) em volta de um bastão (que significa o poder da ressurreição, o auxílio e o suporte da assistência dada pelo médico aos seus pacientes.)
A profissão já era exercida há 4000 a.C. na Babilônia, e na Grécia Antiga no século VI, porém lá era chamada de “hipiátrica”. Foi o médico Apsirtos, considerado o ‘pai da medicina veterinária’, que deu um verdadeiro salto na área. Estudou medicina em Alexandria, chegando a se tornar o veterinário chefe do exército de Constantino, o Grande. Entre seus estudos, havia temas como tétano, fraturas e doenças pulmonares em animais.
Aqui no Brasil, muito embora a chegada da família real em 1808 tenha dado grandes contribuições no campo da medicina com a fundação da primeira faculdade em 1815, a primeira faculdade de medicina veterinária foi fundada apenas no século XX, por decreto de 6 de janeiro de 1910.
Em 1946 a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhecendo a importância e os avanços da medicina veterinária, recomendou que se criasse uma seção de saúde veterinária, então em 1949 foi feita a Saúde Pública Veterinária. Esta área ficou responsável por: controlar e erradicar doenças de animais transmissíveis ao homem (zoonoses), a higiene dos alimentos, os trabalhos de laboratório, os trabalhos em biologia e as atividades experimentais.
Hoje eu acho que há diversos recursos para se tratar e mimar animais como psicólogo, psiquiatra, etc, mas nenhuma delas tão importante quanto se ter um veterinário de confiança para cuidar de seu animal. Li uma frase de um poema, de um autor desconhecido que dizia “Ser Veterinário é ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los e amenizá-los.”. Portanto parabéns a todos os que se dedicam a esta bonita função, obrigada por aqueles que já me ajudaram a cuidar dos meus, e tenham todos uma ótima semana!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Esteja pronto e fique!


 “Como a um filho, com todos os seus imponderáveis defeitos e dificuldades, devemos sempre amar a Nação que nos alimenta e ensina. Os símbolos nacionais são o retrato vivo do Brasil, de nossa terra e de nossa gente. A Bandeira e o Hino, o Brasão de Armas e o Selo Nacional são as mais legítimas manifestações simbólicas de nossa União - um milagre construído com a perseverança das inteligências patriotas, o suor dos humildes, o sangue dos heróis e o sacrifício das gerações passadas.” 
Esse texto acima eu tirei de um site da internet quando busquei sobre “O começo da semana da Pátria” no Google, e apesar de tudo eu tenho que concordar. Mais de uma vez critiquei a falta de prática em diversas leis feitas para assegurar os direitos humanos básicos, mas no fundo não me imagino morando em qualquer outro lugar que não seja o Brasil.
E temos coisas muito boas acontecendo aqui também! Você sabia que o Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma? O projeto Genoma mapeia o DNA humano, sendo assim possível fazer enormes avanços na medicina humana.
O Brasil é um dos países que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis e vem sendo exemplo mundial! Há nosso litoral maravilhoso, nossa Floresta Amazônica, nossas lendas e folclores, nossos monumentos históricos, as cataratas do Iguaçu, o Rio Amazonas, o pantanal, nossos arquipélagos, não temos terremotos devastadores, nem furacões ou maremotos.
Portanto esta semana leitor, eu lhe convido a tentar buscar algum tipo de patriotismo. Vá a desfiles do 7 de setembro, pendure bandeiras do Brasil na janela de casa, cante o hino nacional em solenidades. É muito pouco de fato, mas já é alguma coisa, especialmente para aqueles que perderam completamente a fé em um país mais justo e direito.
Esta semana sejamos verdadeiramente brasileiros, vamos amar o nosso país e não vamos deixá-lo! Pensar nas coisas boas sobre ele, e tentar fazer algo para melhorar as coisas ruins! Afinal, eu acho que é para o bem de todos e a felicidade geral da nação!