quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A criação, e sua utilidade! Apresento lhes a Colt 45

Em 25 de fevereiro de 1836, portanto há 175 anos, um homem estabeleceu uma fábrica de pistolas com design próprio nos Estados Unidos da América. Olhando por esse ângulo não parece grande coisa e talvez realmente não fosse grande coisa se eu não estivesse me referindo a Samuel Colt, inventor do revólver de 6 tiros com cilindro removível, chamado “Colt 45”.

Eu particularmente não gosto de armas de fogo, mas sua história é curiosa e vale a pena ser lembrada. Para aqueles que ainda não sabem de que arma estou falando, trata-se daquela encontrada em dezenas de filmes de faroeste! E que me perdoem os fãs do seriado “Supernatural” mas ele não inventou armas contra demônios! Pelo menos não que eu saiba...
Samuel Colt nasceu em 19 de julho de 1814 em  Hartford, cidade Norte Americana de Connecticut. Sua família era de agricultores e ele possuía sete irmãos (4 meninos e 3 meninas, duas delas morreram e uma delas cometeu suicídio...). É dito que antes de completar 10 anos já havia possuído uma arma! Em 1829, trabalhando com seu pai em uma fábrica têxtil, teve acesso a ferramentas que o possibilitaram montar seu primeiro explosivo.

Seu primeiro revolver foi feito na verdade durante uma viagem à Inglaterra, porém por questões políticas sobre a criação de armas houveram proibições, então ele seguiu para a França e quando uma guerra estourou lá contra os Estados Unidos, ele voltou ao seu país para que em 1836 construísse uma fábrica chamada “Patent Arms Company” , mas ela faliu em 1842, depois sem desistir de sua idéia fundou a empresa “Patent Arms Manufacturing Co” .

Alguns poucos anos depois, estourou a guerra “Mexicano-Americana”, ou também conhecida por “Guerra do México”, que ocorreu por posse de território, (Os mexicanos levaram a pior nessa) e Samuel abastecia algumas tropas americanas como os “U.S. Dragoon” ou os famosos “Texas Rangers”.

Nessa guerra ele obteve lucro o bastante para conseguir se expandir indo para a Inglaterra em 1851, onde instalou uma fábrica que fazia suas armas, estabelecendo uma reputação internacional. Chegou a trabalhar com Samuel Morse (Sim, o homem que inventou o código Morse), desenvolvendo detonadores elétricos subaquáticos. A idéia não deu retorno mas os cabos usados foram úteis para ligar telégrafos por baixo de rios e lagos.

Durante a Guerra Civil por volta de 1860, Samuel havia fornecido mais de 400.000 armas aos americanos, e em 1862 com a saúde já ruim, faleceu deixando bens avaliados em 15 milhões de dólares para mulher e filhos. Há uma piada (de mau gosto por sinal, mas enfim...) que diz que Deus criou os homens, mas foi Colt quem deixou todos iguais.

O revolver, o Colt 45, revolucionou o mercado porque até então as armas eram carregadas manualmente, bala por bala, com estopim, pólvora e o projétil no cano da arma! Sim, a arma dele possibilitou a invenção de outras tantas mais modernas que hoje causam estragos incalculáveis, mas nas palavras do inventor da arma AK-47 “Eu realmente criei as armas, mas não criei a forma como as pessoas as usam”.  Pense no assunto! Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Muitas lutas, muitas lendas, muitas esposas!

Nesta semana eu estava vendo um filme, no qual um cara ao pular de um avião gritava “Gerônimo” (Que ironicamente na língua apache significa “Aquele que boceja”). Claro que muitas pessoas já ouviram falar que ele era um índio de alguma tribo que fez algo de importante, mas sua história foi importante! E deve ser contada!

Gerônimo, ou Jerônimo como também já vi escrito em diversos lugares, comandou os apaches Chiricahua em guerras por mais de 30 anos contra a imposição dos brancos nos Estados Unidos. Ele era um guerreiro de uma tribo apache, chefiado por Cochise.

Eles viviam na região de Sonora em terras mexicanas. Em 1835 os conflitos com os apaches se tornaram tão violentos que uma grande recompensa começou a ser oferecida por escalpes (Parte do couro cabeludo)  de apaches. Nesta época Jerônimo atuava como uma espécie de líder militar.

Em 5 de março de 1851, uma campanha de 400 soldados liderados pelo Coronel José Maria Carrasco invadiu o acampamento do bravo índio e Gerônimo viu a morte de sua mãe, esposa e filhos. Dizem que sua lenda nasceu naquele dia, já que havia matado diversos soldados com apenas uma faca.

Chegou a se casar novamente com outras cinco mulheres, tendo mais filhos. De 1858 à 1886, o bravo índio atacou e escapou de várias tentativas de capturas. Ao final deste período, sua tribo se resumia à aproximadamente 40 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. Em 4 de setembro de 1886 ele se rendeu às tropas do General Nelson no Arizona, colocando um fim ao episódio histórico conhecido como “Guerras Apaches”.

Gerônimo e seus guerreiros foram levados a Fort Pickens na Flórida,, depois para Mount Veron Barracks no Alabama e em 1894 para Fort Sill em Oklahoma. No final de sua vida o índio já era celebridade, participando até de eventos populares como a Feira Mundial de 1904. Haviam souvenirs e  fotografias dele. É dito que um de seus últimos pedidos foi ao ex presidente americano Rooselvelt, para que publicasse sua biografia, então em 17 de fevereiro de 1909 morreu de pneumonia.

Hoje há dezenas de filmes com referências a este índio, mas não se trata apenas das referencias, mas sim de sua vida. Além do mais, cá pra nós, alguém que consegue guerrear tanto e cuidar de tantas esposas merece algum respeito!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma moeda por seus pensamentos!

Nesta sexta feira existe uma data fácil de lembrar, uma vez que se aprenda sobre ela. 11 de janeiro de 1860,  foi quando foi inaugurada na Casa da Moeda do Império uma prensa a vapor totalmente construída no Brasil, permitindo assim uma maior produção de moedas no pais! Mais tarde esta máquina foi adaptada para trabalhar com energia elétrica.

Mas antes de irmos ao fim da história, é mais lógico que eu lhes conte o começo dela. Voltemos há quase 4 mil anos antes de Cristo, na Lídia (atual Turquia). Foi quando apareceram as primeiras moedas (e medalhões) que eram cunhadas manualmente! Ou seja, havia um sujeito (Cheio de paciência ou sem ter o que fazer...sem ofensa) que aquecia um pedaço de ouro ou algum outro metal até derretê-lo, depois o colocava em uma espécie de forma e prensava dando forma a moeda de cada vez.

Isso durou séculos e séculos antes que o processo sofresse alterações que aumentaram sua produção. O sujeito mais tarde passou a jogar aquele metal líquido em moldes de areia ou barro que depois de esfriados eram abertos ou quebrados para se fazer as moedas, mais tarde máquinas e ferramentas foram inventadas, então estas maquinas eram movidas por animais, depois por rodas d’água, então veio a máquina movida a vapor e por fim a tão esperada eletricidade!

Aqui no Brasil a primeira casa da moeda foi feita na Bahia em 8 de março de 1694, e o processo ainda era bem demorado. Em 1695 foram cunhadas as primeiras moedas oficiais brasileiras de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, em ouro e de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis, em prata.

 Apenas em 1855 uma máquina de cunho a vapor foi feita, depois desta veio a máquina à vapor em 1860. Mas como exatamente são feitas as moedas e as cédulas hoje em dia? Isso é tema para a próxima coluna! Está pensando no assunto? Como diriam em inglês “Penny for your thoughts” ! (Uma moeda por seus pensamentos) Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Odôiá Iemanjá!

Dia 2 deste mês foi o dia da mãe de todos os orixás (Que são divindades ou semideuses, guardiões dos elementos da natureza, de acordo com o panteão Africano.  Estima-se aproximadamente 600 orixás primários na mitologia!. Para quem não sabe de quem estou falando, lhes apresento esta semana, Iemanjá, a senhora das águas.

Iemanjá também é ligada ao Candomblé, porém a imagem dela se tornou tão forte que é quase independente. Ela é representada por uma sereia de longos cabelos negros, é a mãe dos peixes e rege a maternidade.

O tema veio depois que uma amiga minha me contou que viajou à Bahia e lá viu mulheres jogando flores brancas no mar, em homenagem a Iemanjá. Acontece que não era bem homenagem e sim um agradecimento por alguma bênção recebida.

São consideradas filhas da deusa das águas: boas donas de casa, educadoras generosas que criam até filho de outros e mulheres que representam a melhor essência do mar, sendo imponentes, majestosas, belas, calmas, sensuais e cheias de dignidade, como uma sereia.

Recorrem a ela, mulheres que não conseguem engravidar, e os melhores sacrifícios à deusa incluem: flores brancas, cabras, galinhas, e patos, além de milho cozido com azeite, cebola e sal. Mas este último item, ninguém pode culpá-la por gostar não é?

Para saudá-la, basta dizer: odôiá! Seu metal é a prata e seu dia é o sábado! Eu particularmente sou católica, não cultuo outras divindades, mas eu acho que saber um pouco mais sobre o que há por ai, não faz mal! Tenha uma ótima semana!