llNem sempre em minhas colunas eu comento sobre datas ou fatos históricos que são para se comemorar, porém devem ser lembrados. É o caso do dia 26 de abril de 1986. A usina Nuclear de Chernobil, na Rússia, realizava alguns testes no reator número 4, então houve um grande acidente que matou milhões.
Para se entender vou tentar explicar da melhor forma possível (E da forma que eu entendi, e me corrijam se eu estiver errada) como funciona um reator. A principio um reator nuclear trabalha aproveitando a energia gerada quando um Isótopo (Átomo de determinado elemento químico) é transformado em outro tipo de isótopo através do aquecimento.
Essa energia é um calor tão intenso que é preciso constante resfriamento nos reatores e mesmo estando desligado ainda produz ao menos 10% de sua força. Caso os sistemas de resfriamento falhem, o reator superaquece, assim aquecendo o metal e combustíveis dentro, podendo derreter as paredes do contêiner de segurança a uma temperatura de até 2 mil graus Celsius, ocorrendo vazamentos de radiação.
Para evitar isso as usinas nucleares têm um sistema de resfriamento operado com bombas elétricas ou bombas a diesel que levam cerca de 2 a 8 horas para controlar a situação. Em 26 de abril de 1986 essas bombas a diesel falharam então em Chernobil, o reator explodiu, contaminando radioativamente uma área de aproximadamente 150.000 km² (corresponde a mais de três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro).
As reais causas do acidente são muito questionadas, cada um põe a culpa em alguém. A versão oficial diz: Na madrugada do dia 26, por volta da 1 da manha o teste começou com o intuito de descobrir se o gerador poderia produzir energia o suficiente para manter seus sistemas de segurança (em particular, as bombas de água) no caso de perda do suprimento externo de energia.
1:23 embora todo o sistema já apresentasse problemas, aparentemente nada foi relatado no painel de controle dos trabalhadores lá. 47 segundos depois o reator ficou fora de controle e a potência aumentou de 200 Megawatts para cerca de 30 Gigawatts, e explodiu.
A maior parte da radiação foi emitida nos primeiros dez dias, tempo preciso que levou até que evacuassem 10 mil famílias. De 27 de abril a 5 de maio de 1986 aproximadamente 1800 helicópteros jogaram cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, sobre o reator que ainda queimava. Seis de maio de 1986, cessou a emissão radioativa. Em 1989 o governo russo ainda tentou fazer a construção dos reatores 5 e 6 da usina. E finalmente em 12 de dezembro de 2000, depois de várias negociações internacionais, a usina de Chernobil foi desativada.
Na época o Greenpeace estipulou que mais de quatro mil pessoas morreriam a longo prazo por causa de toda intoxicação. Hoje após estudos o número de vitimas já mudou para algo entre trinta e sessenta mil pessoas, isso fora o número de pessoas que ainda não morreram, porém ainda possuem câncer maligno.
O que houve na Usina Nucelar de Chernobyl, na Rússia, foi uma verdadeira tragédia, porém, por pior que seja, deve ser lembrado, não para se temer ou se repudiar a energia nuclear (Até por ser considerada uma energia produtiva e se bem controlada, não prejudicial ao meio ambiente), mas em respeito a todas as vitimas! Tenham uma ótima semana!
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