quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Saudosas memórias!

Dia 30 de janeiro, portanto próximo domingo é dia da saudade! Então que melhor jeito de relembrar um pouco do significado do sentimento, se não fazer dele, o tema desta semana? Esta palavra é uma modificação da palavra solidão, que em latim se escreve “Solitatem”. Com o tempo ela se modificou entre as pessoas, passando pelas variações “Solidade”, depois “soldade” e por fim, “Saudade”.

No dicionário, entre algumas definições está: “Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir”. O português foi uma das línguas capazes de condensar o sentimento em uma palavra. Em outras línguas seria por exemplo: “Missing” em inglês, “Nostalgie” em francês e “Nostalgia”  no Italiano.

A saudade gera angústia, tristeza, melancolia, então o melhor jeito que pudemos achar para nos livrarmos de algo tão ruim, foi certamente matando-a. Em Portugal a expressão “Matar a saudade”, por exemplo, significa mandar os cumprimentos à alguém de que se sente falta.

Este sentimento também é uma das palavras mais usadas em poesias de amor da língua portuguesa. O termo acabou por gerar outras expressões como “Saudosismo”. Quando se refere a algo ou à alguém sendo “Saudoso”, significa que o mesmo ainda deixa saudades entre as pessoas. 

Mas é tão fácil mesmo definir a saudade que se sente de algum lugar, alguma coisa, ou principalmente de alguém? Eu particularmente sinto falta de muitas coisas, algumas mais importantes que outras, algumas há mais tempo que outras e ao contrário do que a definição sugere, não me trazem tristeza, e sim boas lembranças. Se esse também é seu caso, caro leitor, pare um momento e se permita sentir saudades daquilo que um dia lhe trouxe boas memórias! Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Antes tarde e às vezes nunca! Aposentadoria

Na próxima segunda feira, por tanto dia 24 de janeiro, será o Dia Nacional do Aposentado. O dia foi criado porque em 24 de janeiro de 1923 ocorreu a assinatura da Lei Eloy Chaves, que consolidou a base do sistema previdenciário brasileiro.

Para se valer do direito da aposentadoria, o brasileiro teoricamente, sendo homem precisa ter no mínimo 65 anos, e mulher, o mínimo de 60 anos. Trabalhadores rurais podem aposentar com 5 anos menos. (tendo comprovado 180 contribuições mensais, ou seja, 180 meses de trabalho no campo).

Também pode se aposentar a pessoa que sofreu um acidente de trabalho, ou contraiu alguma doença decorrente do mesmo (Não vale se a pessoa em questão já possuir a doença ou invalidez antes de iniciar o período de trabalho)

A pessoa que se aposentar deve ter prestado, caso seja homem o mínimo de 35 anos de trabalho e a mulher 30 anos (Combinando este com o requisito de idade mínima 65/60 anos respectivamente).

Há outros artigos na lei, mas não sei se foi só eu que notei mas todos os artigos parecem ter pequenos “poréns”, o que eu acho bastante injusto considerando que depois dos 60 anos, e após ter prestado 35 anos de trabalho, o idoso deveria receber, além de inúmeros benefícios, um salário aceitável para se viver minimamente bem.

O que também, como todos estão carecas de saber, não ocorre. Jamais ouvi um idoso que estivesse verdadeiramente satisfeito com a Previdência Social. Hei! Não me culpe, não é minha opinião, o que também não significa que eu não concorde, claro.

Ainda hoje, por incrível que pareça, escuto cobradores de ônibus reclamando de aposentados que viajam gratuitamente, ou pior! Homens e mulheres jovens que se recusam a dar lugares (especialmente assinalados) em trens!

Em 2010 e 2011 chegou uma nova fórmula para calcular a aposentadoria. Seria a idade da pessoa somada ao tempo de contribuição e daria o tempo necessário para se valer do INSS. Por exemplo: Um homem que começa trabalhar aos 19 anos, se mantém com a carteira assinada, aos 57 anos ele somará 38 anos de contribuição, então: idade (57) + tempo de contribuição (38) = 95. O tempo exigido pelo INSS aos homens para se aposentar é 35 anos de contribuição.

Eu acho que deveria ser mais simples, todas essas contas, depois de uma vida de trabalho! Acho que vou procurar seguir o conselho do meu pai e tentar não envelhecer! Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um visitante de verde e amarelo

Mais um ano se passa, novas promessas são feitas, novos objetivos traçados e certamente coisas novas chegam. Eu por exemplo, esta semana, recebi uma visita em minha casa bem diferente, mas que ainda assim foi bastante bem-vinda.

Foi de uma ararajuba! Trata-se de uma ave que se parece com um periquito, porém tem o bico de um papagaio e uma das coisas mais marcantes sobre esta ave, são suas lindíssimas cores amarelo (em quase todo o corpo) e verde (apenas na ponta das asas).

Outra coisa bastante marcante neste pássaro é seu canto, que foi justamente o que chamou minha atenção para começo de conversa. Este em particular estava cantando no parapeito da janela do vizinho, chamando bastante atenção.

Como eu jamais havia visto ave como aquela na redondeza não foi difícil imaginar que havia sido comprada e perdida por alguém. No cair da noite a ave permanecia ali parada e imaginei que havia algum ferimento nela. Deixando de lado parte de meu bom senso, fui até o vizinho com uma certa dose de cara de pau, e pedi para que me deixasse entrar em sua casa para que eu pudesse tentar recolher a ave e tentar descobrir seu dono.

Pensei que a ararajuba estaria melhor recebendo pelo menos comida e abrigo na minha casa, do que apenas largada no parapeito daquela janela, onde qualquer outra ave maior poderia machucá-la ou alguém mal intencionado poderia lhe fazer mal. A tarefa foi bem mais fácil do que eu pensei, o vizinho em questão achou até natural meu pedido, e a ave por sua vez não ofereceu nenhuma resistência quando a peguei.

Nesta altura, caro leitor, você pode imaginar a cara de meus pais quando cheguei com a ave em casa explicando a situação. Por força de ocasiões passadas (longa história para uma outra vez), eu já tinha uma gaiola grande em casa. Pus a ave ali e corri para o Google para saber mais sobre ela.

É uma ave originária do Pará e do Maranhão, o que só reforçou minha teoria de que havia sido comprada em alguma loja. Seu nome “ararajuba” em tupi significa “arara amarela” e em cativeiro se alimenta de frutas e grãos. Mas o que me deixou bastante desconfortável foi o fato desta ave estar em extinção.

Ela é extremamente dócil, sociável (leia-se carente), e que simplesmente não saia de meu ombro. Literalmente eu a deixava no chão e ela escalava (com as garras e o bico, não voava) minha perna até meu ombro! O que era engraçadinho nas primeiras seis vezes, e que fazia meus pais rirem bastante, mas depois começou a me incomodar porque as pequenas garras dela me arranhavam e...bem, toda ave tem suas necessidades, que eventualmente eu tentava evitar que fossem feitas no meu ombro! Fora que meu gato já estava louco de ciúmes e louco para fazer da ave parte de seu cardápio. 

Esta ararajuba, possuía uma pequena argola em sua pata esquerda, com duas letras e cinco números, o que me possibilitou achar seu verdadeiro dono (entrando em contato com o IBAMA, e outras associações que ajudaram bastante!). 

O final desta historia é que a ave foi devolvida a seu verdadeiro dono, que o havia comprado legalmente e tinha até uma pessoa especialista que cuidava da ave. Ele muito agradecido me mostrou que a ave que havia ficado comigo era macho e tinha uma linda companheira a espera dele.
Esta pequena saga me mostrou que algumas boas ações valem a pena, e apesar de todo trabalho que tive com meu visitante, de certa forma, vou sentir sua falta, mas nem tanto assim! Tenha uma ótima semana!