quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um trabalho memorável deve ser reconhecido


llNeste dia 12 de maio, é comemorado o Dia Internacional do Enfermeiro. Profissão exercida tanto por homens e mulheres que ao contrário do que muitos pensam, não somente auxiliam médicos. Para entender melhor, um médico teoricamente é mais responsável pelo diagnóstico e parte da medicação do paciente. Ele identifica a doença e te passa o tratamento, mas quando é hora de aplicá-lo, entra o enfermeiro. 
Hoje essa área de enfermagem (geralmente) é dividida entre: parteiros (Que acompanham a gestante e o neonatal), auxiliares (Que são responsáveis por cuidados elementares ao paciente como banho, por exemplo), técnicos (Que efetivamente coloca em prática o tratamento passado pelo médico ou de outro enfermeiro), e enfermeiros (Que se focam no bem estar não somente físico do paciente, mas também psíquico. É o que mais entende de vacinas e feridas e em muitos hospitais é ele que cuida da organização de centros cirúrgicos).
O dia foi escolhido em homenagem a uma mulher, uma enfermeira memorável que nasceu em Florença no dia 12 de maio de 1820, seu nome é Florence Nightingale. Um de seus apelidos mais carinhosos foi “A dama da lamparina”, pelo fato de que a usava para auxiliar na iluminação ao ajudar os feridos durante a noite.
Entre suas contribuições à enfermagem ela foi pioneira na utilização do Modelo Biométrico (Método usado para diagnosticar doenças), além de também contribuir no campo da Estatística, sendo pioneira na utilização de métodos de representação visual de informações, como por exemplo gráfico setorial (habitualmente conhecido como gráfico do tipo "pizza") criado inicialmente por William Playfair.
Quando ela nasceu, em meio a uma família rica e bem relacionada, era esperado que crescesse, logo se casasse e se tornasse uma senhora submissa da sociedade, por outro lado como hábito da época o papel de enfermeira era exercido por mulheres de classe baixa que ajudavam em hospitais ou acompanhando exércitos, muitas cozinheiras e inclusive prostitutas acabavam  tornando-se enfermeiras, sendo que estas últimas eram obrigadas como castigo.
Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes, especialmente com a morte de um mendigo em 1845 devido a maus tratos por parte dos médicos, então em 1846, ela anunciou sua decisão de se tornar enfermeira, provocando raiva e rompimentos familiares, principalmente com sua mãe.
Sua atitude, ao contrário do esperado, foi apoiada por pessoas influentes da época como o irlandês Charles Villiers, professor em Cambridge, compositor e presidente do “Poor Law Board” (Comitê de Lei para os Pobres). Isto a levou a ter papel ativo na reforma das Leis dos Pobres, estendendo o papel do Estado para muito além do fornecimento de tratamento médico.
Outra de suas contribuições mais marcantes foi em 1854, quando as notícias sobre a Guerra da Criméia (entre 1853 e 1856), começaram chegar a Inglaterra. Em outubro daquele ano, Florence e uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela, inclusive sua tia Mai Smith, partiram para os Campos de Scutari, na atual Turquia.
Em 1856 foi diagnosticada com Febre Tifóide, então em 1857 Florence Nightingale foi obrigada a voltar à Inglaterra, porém como heroína. Mesmo com seus trabalhos físicos limitados ela em 1859 conseguiu fundar a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, com curso de um ano, administrado por médicos com aulas teóricas e práticas.
Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 ela se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito. Com sua persistência, capacidade, dedicação e compaixão essa mulher entrou para a história, estabelecendo caminhos para a enfermagem moderna. Hoje é esperado que os profissionais que seguem essa área demonstrem não menos que as mesmas características de Florence Nightingale, tornando a profissão de Enfermeiro cada vez mais reconhecida e homenageada.

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