llAs vezes a gente não acha que uma pequena formiga possa interferir no caminho de um elefante, mas eu percebi que não é bem verdade. Esta semana tive um problema com um de meus filhos. Não me refiro a uma criança, pois ainda nem possuo uma, também não me refiro ao meu gato ou cachorro a quem considero carinhosamente meus bebês, mas falo de meu carro.
Quem tem sabe que é o custo de um filho, não só pelo combustível gasto semanalmente, mas também pela manutenção. Já fazia um tempo desde que eu fiz a ultima revisão geral no veículo e acho que ele teve sua vingança.
Eu estava saindo do centro de Barueri na hora do almoço, pensando numa lanchonete que faz um delicioso sanduíche que eu adoro, quando eu virei a primeira esquina, senti o volante puxando demais para o lado, além de ficar bem “pesado”. Não precisei usar muito minha imaginação para saber o que havia acontecido, lá se foi um pneu.
Segui aquela rua mais um pouco, com o ‘pisca – alerta’ ligado e bem devagar. No primeiro canto que eu encontrei que não fosse atrapalhar ninguém (Obs: ficava no começo de uma rua contramão para mim) eu estacionei e desliguei o carro. Nisso já era 12h30.
Acionei o seguro e me pus a aguardar. Tudo bem, pensei eu, ainda tenho tempo do horário de almoço, e logo o seguro chega, troca esse pneu e vou atrás do meu sanduíche. Ai, como eu estava errada.
Uma hora e trinta minutos já haviam se passado desde que eu chamei o seguro. Naquela altura eu já havia ligado umas duas vezes de novo para informar minha localização, com direito a nome de rua, referências e etc, porém nada do seguro. Você deve pensar que eu realmente fui boba, eu deveria ter pedido ajuda de alguém pra fazer isso antes. Mas espera ai, eu pago caro o seguro, e acioná-lo toda vez que eu posso é o mínimo a se fazer!
Às 14h20 meu pai chega onde eu estou e para minha felicidade trouxe um colega de trabalho para trocar o pneu para mim. Eu liguei novamente para o seguro e coitada da atendente, depois me arrependi claro, mas ofendi o seguro, ela e tudo mais relacionado antes de cancelar a ajuda e desligar na cara dela.
Com o pneu trocado, meu pai já havia ido embora, e eu já pronta para seguir meu caminho, percebo que o estepe também estava murcho e não feliz com isso, meu carro com a bateria fraca, resolve não pegar! Naquele ponto eu realmente achei que fosse brincadeira com a minha cara! Precisei da ajuda de dois guardas municipais para fazer o carro pegar no tranco. Então levei o carro até a frente do paço municipal de Barueri e estacionei ali.
Não tive escolha além de acionar o seguro de novo. Meu carro havia morrido de novo e eu estava com o estepe murcho. Com toda paciência do mundo expliquei com detalhes precisos como se fazia para chegar onde eu estava. Quando desliguei percebi que eram 15h30 e eu não havia almoçado nada desde meu café da manhã, que naquele dia em especial não havia passado de uma xícara de chá.
Corri para a lanchonete mais próxima e pedi um salgado qualquer, obviamente tentando não pensar no meu sanduíche perdido. O seguro chegou e pude finalmente ir para casa, chegando as 16h40.
No dia seguinte quando fui ao borracheiro ele descobriu o que havia causado o furo no pneu. Foi um pedaço de um prego quebrado. A minúscula peça de metal não possuía mais que 1,5 cm e mesmo assim foi capaz de me dar tanto trabalho num veiculo com mais de 3 metros de largura. A formiga que muda o caminho do elefante!
Claro que o estepe murcho e a bateria fraca do carro não me ajudaram, mas para começo de conversa se eu não tivesse furado o pneu nada disso teria acontecido. Aprendi minha lição sobre fazer uma manutenção mais vezes em meu “filho”, para que depois ele não se revolte novamente contra mim e me deixe mais uma vez sem meu sanduíche. Tenham todos uma ótima semana!
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