llDurante o último feriado prolongado, esta semana vou contar um fato curioso. Recebi uma visita vinda de outro estado que se hospedou em minha casa no final de semana, e logo uma surpresa, dois dias depois descobrimos que o único documento que o identificava como sendo ela mesma, havia se perdido.
No começo quando notamos a falta do documento foi um tal de procura pra lá, revira aquilo, etc, e não havia meio de achar, sugeri então que ligássemos para o aeroporto para achar uma solução, afinal só se viaja, nacional ou internacionalmente com um documento de identidade, ou algum outro contendo seu RG, e uma foto, como carteira de motorista ou um passaporte.
Algo que eu não sabia e aprendi é que é possível, nesses casos, ir a uma delegacia fazer um boletim de ocorrência, de modo a apresentá-lo na hora de embarcar quando se esta voltando. A segunda opção foi o Achados e Perdidos do aeroporto de Congonhas. Para minha completa surpresa e alívio, um funcionário do aeroporto realmente havia achado o documento e o deixado lá.
Nem vale a pena entrar em detalhes sobre o trânsito que tive que enfrentar, e as horas perdidas para chegar lá, isso sem mencionar o assalto que é o preço daquele estacionamento. R$ 12,00 , só a primeira hora, ok?
Conversando um pouco com os funcionários, fiquei sabendo superficialmente das coisas que eles recebem em “baixa temporada” (épocas sem feriados prolongados) no aeroporto. Em questão de um mês são aproximadamente mil documentos de identidade, laptops, tablets, cheques, mais de 40 cartões de bancos diversos, mais de 60 peças de roupas, instrumentos musicais, e até objetos curiosos, como um arco e flecha, deixados no começo de junho. Do que eu pude me lembrar era isso, porém a lista se estendeu por mais de 20 minutos.
Os funcionários falaram que tudo fica ali por um período de até 30 dias, depois documentos de identidade, por exemplo, vão para a Polícia Federal, e outros objetos, celulares e roupas vão para doação à instituições carentes. O número de objetos perdidos ali, por mais que passe de 30 mil por mês, ainda é considerado pequeno, nada comparado ao Aeroporto Internacional de Guarulhos onde passam por ano mais de 10 milhões de pessoas. Haja memória humana para suportar tamanho esquecimento! Tenha uma ótima semana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário