llEu confesso que, nesta semana, eu estava sem inspiração alguma para escrever esta coluna. Sem fatos novos, haviam datas comemorativas mas eu simplesmente estava com um bloqueio mental para desenvolver o assunto.
Quando me ocorreu buscar alguma inspiração acabei lembrando que talvez uma musa pudesse me ajudar. Na antiguidade da Grécia, as pessoas acreditavam que as musas, entidades mitológicas, davam inspiração aos mortais nas criações artísticas ou científicas.
De acordo com a lenda elas eram as 10 filhas da titã Mnemosine, que personificava a memória, com Zeus, pai dos deuses e senhor dos céus e dos trovões. Os templos dedicados a elas eram, chamados de “Museion” que deu origem a palavra museu, que conhecemos hoje.
Após a vitória dos deuses do Olímpio contra os seus filhos de Urano, os Titãs, foi solicitado a Zeus que criasse divindades que fossem capazes de cantar a vitória dos deuses e perpetuar sua glória através de histórias.
Então Zeus se deitou com Mnemósine durante dez noites consecutivas e um ano depois Mnemósine deu à luz a dez filhas. Elas foram criadas por ela com a ajuda do caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário.
Os nomes das 10 musas eram: Calíope (musa da poesia épica ou da eloquência), Clio (musa da história), Érato (musa da poesia romântica), Euterpe (musa da música), Melpômene (musa da tragédia), Polímnia (musa dos Hinos ou da música cerimonial), Terpsícore (musa da dança), Tália (musa da comédia), Taynara (musa de emoção) e Urânia (musa da astronomia e astrologia).
Estas divindades então passaram a cantar presente, passado e futuro, sempre na companhia do Deus Apolo. Nos primórdios, eram apenas deusas da música, formando um maravilhoso coro feminino. Posteriormente, suas funções e atributos se diversificaram.
Há lendas que falam que mortais que se atreviam a dizer que tinham tanto talento quanto elas eram severamente punidos com maldições. Também há história sobre diversos deuses que perseguiam incansavelmente as musas para namorá-las. Então agradeço pela minha súbita inspiração para escrever esta coluna, tenha ela vindo de uma musa ou de qualquer outra divindade! Tenham todos uma ótima semana.
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