quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nossa segurança, nossos direitos e meus 5 minutos!

llNesta semana fui ao shopping como qualquer cidadão que procura distrair a cabeça com cinema e uma boa pizza. Entrei com o carro no estacionamento do shopping ouvindo um programa no rádio que eu gosto enquanto procurava onde estacionar.

Quando consegui parar o carro faltavam aproximadamente 5 minutos para terminar o programa de rádio, então aproveitei para retocar a maquiagem. Tudo ia tranquilamente até ouvir algumas batidas no vidro, e para minha surpresa era o segurança do estacionamento falando comigo.

“Me desculpe, mas a senhora não pode ficar no carro”. Disse ele. Eu ainda tentei explicar que não ficaria, que estava apenas passando um batom esperando o programa no rádio acabar. Foi em vão, ele fez uma cara feia e me disse que seria um “vacilo” ficar ali dando bobeira, porque qualquer um poderia vir e me assaltar.

Olhei por um instante pensando em argumentar com ele. Pensei em comentar que supostamente o trabalho dele “poderia ser” proteger os carros presentes ali e cada consumidor que passasse por lá. Pensei em comentar que o valor pago no estacionamento supostamente deveria cobrir alguma segurança, coisa que até em estacionamentos gratuitos, a segurança do motorista assim como a do carro são responsabilidades do dono do estacionamento.

Pensei em comentar até que eu estava no meu direito de passar 5 míseros minutos no carro, porque de acordo com o PROCON (órgão de proteção ao consumidor), o shopping teria a obrigação de me indenizar caso ocorresse qualquer tipo de prejuízo a mim ali dentro. Isso inclui desde um simples arranhão no meu carro, podendo até mesmo ser um furto ou assalto.

Mas não comentei nada disso, não valeria meu esforço ou a irritação que poderia passar naquela discussão. Suspirei profundamente, contei até três enquanto ele continuava a falar sobre eu sair do carro por segurança, (nisso meu programa no rádio já tinha acabado). Aguardei que ele saísse de perto e voltasse a suposta ronda ali e somente então sai do carro para entrar no shopping.

No final das contas não fui assaltada. Não estou dizendo que seja 100% seguro, nem que seja muito prudente ignorar avisos. Talvez o cara estivesse mesmo apenas preocupado com a minha segurança e não com o fato de que se acontecesse algo a mim ele poderia ser demitido. 

De acordo com levantamento feito ano passado por um jornal de São Paulo, de janeiro a maio houve 31 casos de roubos e furtos em shoppings. É um número a ser considerado, até porque esse ano pode piorar, mas não adianta se assustar pelos avisos apavorados de seguranças em shoppings. São Paulo é uma cidade perigosa, seja dentro ou fora de estacionamento e carros e em todo caso, se algo acontecer (Que Deus nos livre!) saiba dos seus diretos. Dar uma “voltinha” no site do PROCON pode esclarecer muitas dúvidas! Tenha uma ótima semana!

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