sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bons momentos jamais tem preço!


Esta semana, como muitas pessoas provavelmente fizeram, deixei para comprar o presente do dia dos pais na última hora, no sábado. Não porque achei que era o menos importante na minha lista de tarefas da semana, mas porque achei que não me traria tantas desventuras como trouxe, e não achei que fosse me levar a outra de minhas sagas.
Este ano, resolvi diferenciar no presente, resolvi presentear ‘meu velho’ com um gravador digital, algo extremamente útil em sua profissão de jornalista, mas que ele ainda não possuía. Ele é da ‘velha guarda’, sempre usou um ótimo gravador com fita.
Sai sábado logo de manhã para comprar, ufa! Como eu rodei na cidade atrás disso! Para meu azar todas as lojas que possuíam o objeto estavam fechadas e como desgraça pouca é bobagem eu ainda estava com pouca gasolina no tanque. Minha última tentativa ao redor de Barueri foi em um shopping, em uma loja de eletrônica, lá já meio aflita e quase sem fôlego requeri o presente.
A loja não tinha, mas os vendedores Thiago e Jonas foram de fato minha salvação! Vendo minha situação e prova de que ainda há pessoas de boa vontade, eles pesquisaram na internet a onde, naquele sábado a tarde, depois das 13 horas, eu ainda poderia achar o bendito gravador. Fuça site daqui, liga para lojas dali, tudo fechado ou sem o presente, até que por fim, Jonas encontrou uma loja em Jandira que possuía o objeto. Aleluia!
Eu podia ter ficado aos redores da minha casa, eu podia ter preferido explicar ao meu pai e comprar o presente perto de casa na segunda, mas eu já estava no meio da busca, já tinha mesmo rodado tudo quanto era canto e porque não ir um pouco mais longe? Agradeci a enorme ajuda recebida e parti para Jandira atrás do presente de meu pai.
De fato, lá no shopping foi onde eu achei o gravador! Domingo quando dei o presente ao meu pai descobri o quão fácil foi esquecer todo trabalho que eu tive. Ele sorriu muito feliz, me abraçou e beijou meu rosto agradecendo e de repente percebi que não importou o custo do objeto, não importou todo calor do dia que eu passei, nem a gasolina gasta, aquele momento era tudo que eu esperava!
Acho que, quando eu fui atrás do tomilho para fazer o creme de palmito com a minha mãe (em “A saga do Tomilho” duas semanas atrás), a satisfação de vê-la me ajudando na receita também compensou qualquer coisa! Até mais do que o resultado em si. Por isso, esta semana convido a todos que forem comprar um presente, ou para os que já compraram, que não pensem mais em seu preço ou no trabalho que tiveram para adquiri-lo, pensem na reação da pessoa que o recebeu, o carinho com que sorri para você e o momento de felicidade que você pode proporcionar.
Fui adotada ainda bebê (prova mais que o bastante de um amor muito grande de duas pessoas) e meus pais me deram todo amor e carinho que puderam, como fazem até hoje, e esse tipo de coisa não tem preço. E eu não acho, mas tenho certeza, que posso passar por mais mil sagas com um sorriso no rosto, se no final eu puder ter mais momentos como aquele, em que meu pai recebeu seu presente, ou quando minha mãe me ajudou. 
Então nesta semana, agradeço a ajuda dos rapazes na loja que me cederam seu tempo em minha busca e não somente desejo a todos os pais parabéns (atrasado) por seu dia, como também desejo a todos que possam dividir bons momentos com quem mais amam na vida!

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