Mais um ano se passa, novas promessas são feitas, novos objetivos traçados e certamente coisas novas chegam. Eu por exemplo, esta semana, recebi uma visita em minha casa bem diferente, mas que ainda assim foi bastante bem-vinda.
Foi de uma ararajuba! Trata-se de uma ave que se parece com um periquito, porém tem o bico de um papagaio e uma das coisas mais marcantes sobre esta ave, são suas lindíssimas cores amarelo (em quase todo o corpo) e verde (apenas na ponta das asas).
Outra coisa bastante marcante neste pássaro é seu canto, que foi justamente o que chamou minha atenção para começo de conversa. Este em particular estava cantando no parapeito da janela do vizinho, chamando bastante atenção.
Como eu jamais havia visto ave como aquela na redondeza não foi difícil imaginar que havia sido comprada e perdida por alguém. No cair da noite a ave permanecia ali parada e imaginei que havia algum ferimento nela. Deixando de lado parte de meu bom senso, fui até o vizinho com uma certa dose de cara de pau, e pedi para que me deixasse entrar em sua casa para que eu pudesse tentar recolher a ave e tentar descobrir seu dono.
Pensei que a ararajuba estaria melhor recebendo pelo menos comida e abrigo na minha casa, do que apenas largada no parapeito daquela janela, onde qualquer outra ave maior poderia machucá-la ou alguém mal intencionado poderia lhe fazer mal. A tarefa foi bem mais fácil do que eu pensei, o vizinho em questão achou até natural meu pedido, e a ave por sua vez não ofereceu nenhuma resistência quando a peguei.
Nesta altura, caro leitor, você pode imaginar a cara de meus pais quando cheguei com a ave em casa explicando a situação. Por força de ocasiões passadas (longa história para uma outra vez), eu já tinha uma gaiola grande em casa. Pus a ave ali e corri para o Google para saber mais sobre ela.
É uma ave originária do Pará e do Maranhão, o que só reforçou minha teoria de que havia sido comprada em alguma loja. Seu nome “ararajuba” em tupi significa “arara amarela” e em cativeiro se alimenta de frutas e grãos. Mas o que me deixou bastante desconfortável foi o fato desta ave estar em extinção.
Ela é extremamente dócil, sociável (leia-se carente), e que simplesmente não saia de meu ombro. Literalmente eu a deixava no chão e ela escalava (com as garras e o bico, não voava) minha perna até meu ombro! O que era engraçadinho nas primeiras seis vezes, e que fazia meus pais rirem bastante, mas depois começou a me incomodar porque as pequenas garras dela me arranhavam e...bem, toda ave tem suas necessidades, que eventualmente eu tentava evitar que fossem feitas no meu ombro! Fora que meu gato já estava louco de ciúmes e louco para fazer da ave parte de seu cardápio.
Esta ararajuba, possuía uma pequena argola em sua pata esquerda, com duas letras e cinco números, o que me possibilitou achar seu verdadeiro dono (entrando em contato com o IBAMA, e outras associações que ajudaram bastante!).
O final desta historia é que a ave foi devolvida a seu verdadeiro dono, que o havia comprado legalmente e tinha até uma pessoa especialista que cuidava da ave. Ele muito agradecido me mostrou que a ave que havia ficado comigo era macho e tinha uma linda companheira a espera dele.
Esta pequena saga me mostrou que algumas boas ações valem a pena, e apesar de todo trabalho que tive com meu visitante, de certa forma, vou sentir sua falta, mas nem tanto assim! Tenha uma ótima semana!
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