llNo dia 28 de fevereiro o atual Sumo Pontífice da igreja católica Bento XVI, eleito no dia 19 de abril de 2005, o papa de número 265, irá renunciar ao seu cargo. É dito que o principal motivo seria sua idade, afinal com 85 anos não é nenhum garotinho. Apesar de toda surpresa, essa não é a primeira vez que isso acontece.
No livro “Os Papas”, o autor e padre Richard McBrien, calcula que seis papas deixaram o cargo de livre e espontânea vontade, outros casos ocorreram por razões políticas ou territoriais. O primeiro caso foi em 235 d.C., quando o Papa Ponciniano e outros líderes católicos foram exilados para a ilha Sardenha (Mar Mediterrâneo) pelo Imperador Maximino Trácio. Poncinio era forçado a trabalhar nas minas que havia lá, recebendo muitos maus tratos e vendo que jamais seria solto para voltar ao Vaticano, tomou a decisão.
Em 537 d.C houve o Papa Silvério que foi obrigado a renunciar e se exilar na ilha da Palmaria, também no Mediterrâneo, a mando da Imperatriz Teodora que tinha seu próprio candidato favorito ao cargo religioso.
Claro que nem sempre a renuncia papal foi cercada de complôs e tramas políticas. No ano de 1009 o papa João XVIII, ou Giovanni Fasano di Roma, abdicou porque estava cansado da intensa atividade, mesmo tendo apenas 49 anos.
Antes do Bento XVI, o caso mais “recente” de um papa abdicando foi há quase 600 anos, não é de se admirar a surpresa de tantas pessoas. O papa Gregório XII, Ângelo Correr, foi eleito em 1406 com mais de 80 anos e abdicou em 1415, dois anos depois veio a falecer.
A renúncia do atual Sumo Pontífice foi tão surpreendente que levou o diretor de redação do jornal italiano La Reppublica a escrever: "Veremos uma sucessão de ineditismos. Não há história, literatura, doutrina, sequer uma prática estabelecida à qual se referir. O conclave não ocorrerá depois das exéquias, mas com um papa vivo. Esse conclave deverá se confrontar não somente com a memória do papa, mas com a força de seu pensamento - neste caso um papa teólogo, intelectual."
O conclave ainda não tem data para acontecer, e há 5 cardeais brasileiros concorrendo ao cargo. Dom Raymundo Damasceno, atual arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Cláudio Hummes, de 78 anos, arcebispo emérito de São Paulo, Odilo Scherer, de 63 anos, atual cardeal arcebispo de São Paulo, Dom João Braz de Aviz, de 66 anos, que mora em Roma e é prefeito das congregações dos religiosos em Roma, e Dom Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos, atual arcebispo emérito de Salvador (BA).
Todos os cardeais com menos de 80 anos podem votar na escolha de um novo líder, mas venhamos e convenhamos a nacionalidade do futuro Sumo Pontífice só é discutida para inflamar o ego de alguns países. Eu acho que, o que realmente importa é que o Papa seja sempre uma figura que represente fé verdadeira e que possa conciliar as idéias da sociedade atual com os ensinamentos católicos para todos. Tenha uma ótima semana!
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