sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dentre miados, balidos, e latidos: uma mão amiga

Antes de comentar o tema desta semana, devo mencionar que quem perdeu os desfiles no dia 7 de setembro, realmente deu bobeira. Fui a um desfile realizado em Osasco e foi de fato muito bonito e devidamente patriótico como tinha que ser, portanto só digo, melhor sorte ano que vem!
Se bem que foi por acaso que pude ver o desfile. A minha cadela esta semana não estava bem, estava muito quieta o que não é normal já que normalmente é um filhote extremamente agitado, então, preocupada a levei ao veterinário.
Lá ela foi muito bem tratada, não era nada sério, graças a Deus. Ela foi devidamente medicada e voltando para casa pude ainda parar um pouco para poder ver parte do desfile. Mas falando sobre veterinário, por coincidência, o ocorrido me levou ao tema desta semana. Dia 9 de setembro, é Dia do Médico Veterinário.
Para começar, o símbolo da medicina veterinária é um hexágono cujo o meio é preenchido por uma letra V (que tem a função de identificar a medicina veterinária, a diferenciando de outras profissões) e uma cobra (representando a vigilância, a vitalidade e preservação da saúde) em volta de um bastão (que significa o poder da ressurreição, o auxílio e o suporte da assistência dada pelo médico aos seus pacientes.)
A profissão já era exercida há 4000 a.C. na Babilônia, e na Grécia Antiga no século VI, porém lá era chamada de “hipiátrica”. Foi o médico Apsirtos, considerado o ‘pai da medicina veterinária’, que deu um verdadeiro salto na área. Estudou medicina em Alexandria, chegando a se tornar o veterinário chefe do exército de Constantino, o Grande. Entre seus estudos, havia temas como tétano, fraturas e doenças pulmonares em animais.
Aqui no Brasil, muito embora a chegada da família real em 1808 tenha dado grandes contribuições no campo da medicina com a fundação da primeira faculdade em 1815, a primeira faculdade de medicina veterinária foi fundada apenas no século XX, por decreto de 6 de janeiro de 1910.
Em 1946 a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhecendo a importância e os avanços da medicina veterinária, recomendou que se criasse uma seção de saúde veterinária, então em 1949 foi feita a Saúde Pública Veterinária. Esta área ficou responsável por: controlar e erradicar doenças de animais transmissíveis ao homem (zoonoses), a higiene dos alimentos, os trabalhos de laboratório, os trabalhos em biologia e as atividades experimentais.
Hoje eu acho que há diversos recursos para se tratar e mimar animais como psicólogo, psiquiatra, etc, mas nenhuma delas tão importante quanto se ter um veterinário de confiança para cuidar de seu animal. Li uma frase de um poema, de um autor desconhecido que dizia “Ser Veterinário é ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los e amenizá-los.”. Portanto parabéns a todos os que se dedicam a esta bonita função, obrigada por aqueles que já me ajudaram a cuidar dos meus, e tenham todos uma ótima semana!

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