domingo, 15 de maio de 2011

Faz parte de nossa história e não dá azar

Hoje, sexta-feira, há uma data importante a ser lembrada, e não me refiro à “Sexta feira Treze”, dia de azar. Que a propósito (apenas enquanto estamos no assunto) é considerado azar porque é um numero “irregular”. Na numerologia o 12 é considerado o número completo (por exemplo: 12 meses no ano, 12 apóstolos de Jesus,  ou 12 signos do Zodíaco), já o 13 era outra história, sendo associado a diversos fatos históricos que acabaram com fatos ruins (Que digam os cavaleiros cruzados, por exemplo, que em uma sexta feira 13, foram praticamente dizimados por uma ordem do rei Filipe IV da França).
Uma curiosidade: Existem pessoas que possuem um medo absurdo do número 13, a pessoa portanto possui  Triscaidecafobia.  Pessoas que possuem um medo grande e específico da sexta-feira 13  possui parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. (Diga isso 4 vezes rápido e seja um herói!)
Mas voltando ao assunto não é sobre “Sexta-feira treze”, mas sim sobre 13 de maio, dia da abolição da escravatura. Foi em 1888 quando a Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, filha de Dom Pedro II, também conhecida como Princesa Isabel, assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão de nosso país.
Esta lei veio depois da lei do ventre livre (28 de setembro de 1871) que libertava todas as crianças nascidas de pais escravos. Porém havia “falhas” na lei. Ela estipulava que todo escravo deveria ser livre, mas não estipulava nada que lhes desse uma forma de sustento independente. Assim, muitos continuaram prestando serviços aos seus senhores para garantir moradia e alimentação.
Naquela época estimava-se cerca de 700 mil escravos, então é difícil imaginar toda essa gente sem absolutamente nada para fazer, nada para trabalhar, nada para viver com dignidade, passando fome nas ruas, sempre com tanta humilhação.  Nenhum senhor de escravo passaria a pagar qualquer coisa por algo que já teve de graça, isso sem falar naqueles que se recusavam a libertar seus escravos e os mantiveram ainda por anos. De fato, de todos os países na América, o Brasil foi o último a abolir a escravidão.
Mas eu acho que apesar dos “poréns” o dia treze de maio deve ser lembrado, faz parte de nossa história e de preferência não deve ser confundido com sexta feira treze! Antes de encerrar, domingo passado, 8, foi dia das mães e hoje, mesmo que atrasada, me sinto no dever de parabenizar todas as mamães! Me desculpem pelo atraso, só que como dizem “Antes tarde do que nunca”. Um enorme beijo em especial à minha!

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